A ideia e a expressão “direitos humanos” parecem triviais nos dias de hoje. Quase todos partilham a ideia de que existem certos “direitos inerentes” aos seres humanos, isto é, direitos que são independentes das tradições culturais desta ou daquela nação ou continente. Locke sugeriu-nos dois argumentos, o argumento da Obra e o da propriedade de si mesmo. Uma forma de entender a relação entre os dois argumentos, é que esta foi a grande “aposta de Locke”, para tomar de empréstimo a expressão de Pascal. Alguns leitores estarão mais dispostos a aceitar um deles em vez do outro, e Locke sugere esses dois fundamentos alternativos, para que os seus leitores encontrem o melhor, isto é, o mais persuasivo.
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