Concebida para ser a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte ergueu-se, no final do século XIX, como símbolo do progresso republicano, atraindo numerosos imigrantes italianos que, em busca de novas oportunidades, contribuíram de forma decisiva para sua construção material e simbólica. A toponímia, guardiã silenciosa da memória coletiva e do imaginário social, preserva não apenas traços do ambiente físico, mas também as marcas das relações humanas, dos processos migratórios e das dinâmicas culturais. Este livro propõe-se a demonstrar que o estudo dos nomes de lugares permite revisitar a história e reconhecer a profunda, ainda que frequentemente silenciada, influência italiana na formação identitária e cultural da capital mineira.
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