Como se borda uma vida que nasceu na aridez do sertão e encontrou caminhos para atravessar o oceano? Em Alinhavar, cerzir, coser, bordar: a vida tecida entre faltas e desejos, Girlene Portela convida o leitor a acompanhar, ponto a ponto, a tessitura de uma existência que se recusa a ser apenas uma soma de retalhos. Dividida em quatro movimentos, a obra ultrapassa a crônica memorialista para transformar-se em um exercício de autoconstrução. Com delicadeza literária e profunda sensibilidade humana, revela que toda memória, quando partilhada, pode tornar-se abrigo para outras existências.
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