Trata-se de uma obra que investiga o Direito à Desconexão laboral no Brasil, analisando suas bases teórico-jurídicas, desafios normativos e implicações sociais sob a ótica crítica do Direito do Trabalho e da filosofia e sociologias marxistas. Partindo de autores como Marx, Lukács e Byung-Chul Han, o estudo explora a hiperconexão em cotejo com pesquisas contemporâneas enquanto fenômeno ocorrido no contexto do capitalismo contemporâneo, marcado pela subtração do tempo de vida em prol do imperativo produtivo. A originalidade da tese passa pelo enfoque interdisciplinar, combinando Direito do Trabalho, filosofia e sociologia jurídicas. A obra propõe um marco jurídico multidimensional, integrando a eficácia horizontal dos direitos fundamentais à regulamentação de ferramentas de controle patronal e à responsabilização do empregador pelos eventuais danos decorrentes da hiperconexão. Aborda a gênese da hiperconexão e sua correlação com o fetiche do capital para superar a lógica neoliberal do desempenho, resgatando a centralidade do trabalho como relação social não alienada e o protagonismo do empregador na liberdade responsável de dimensionar os limites e a intensidade da conexão ao labor. A contribuição teórica reside na interligação entre marxismo, filosofia crítica e Direito, oferecendo subsídios para políticas públicas, jurisprudência e pesquisas acadêmicas relativas à constitucionalização das relações laborais no contexto do capitalismo contemporâneo e na era digital.
Publication
2026
Pages
272
Format
Paperback
Publisher
Editora Dialética
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