Há sustentabilidade na intensificação biotecnológica da soja "pronta para" se desenvolver no Pará?
A soja biotecnológica prometeu produzir mais gastando menos. Mas e se o custo real não estivesse na planilha — e sim no solo? Neste livro provocador, a autora desmonta a narrativa dominante da biotecnologia agrícola no cultivo tropical da soja e revela um paradoxo inquietante: tecnologias criadas para reduzir impactos ambientais podem, na prática, acelerar o esgotamento das terras. Com base em dados agrícolas do Pará, a obra mostra como a intensificação biotecnológica se associa ao aumento da área plantada e à pressão crescente sobre os recursos naturais, em especial na nova fronteira agrícola brasileira, a Amazônia. A proposta inédita de medir aquilo que normalmente não se mede: a energia mineral extra exigida do solo pela expressão de proteínas exógenas incorporadas às sementes modernas é um arrojado convite à reflexão acadêmica. Utilizando princípios da física e modelagem científica original, a autora apresenta ferramentas capazes de estimar a perda mineral do solo ao longo do tempo — traduzindo sustentabilidade em números concretos. Voltado a produtores, pesquisadores, formuladores de políticas e leitores interessados no futuro da agricultura, este livro faz a pergunta que poucos ousam formular: o que realmente estamos pagando para produzir mais soja? E, sobretudo, por quanto tempo ainda será possível pagar esse preço?
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