Esta dissertação de mestrado em Epidemiologia em Saúde Pública oferece uma análise temporal e regional robusta sobre a evolução das Taxas de Fecundidade em Adolescentes (TEF) no Brasil, no período de 2012 a 2021, comparando-as com as de mulheres em Idade Materna Avançada (IMA: 35-44 anos). O estudo, de natureza ecológica e observacional, utilizou dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) para identificar tendências demográficas e suas implicações em saúde pública. Os resultados revelam uma tendência nacional de queda na fecundidade adolescente (10-19 anos) e um aumento na fecundidade de mulheres em IMA. Contudo, a pesquisa destaca as acentuadas desigualdades regionais que persistem no país. A Região Norte apresentou consistentemente a maior TEF adolescente e a menor variação percentual de queda no indicador, reforçando o padrão de que as regiões menos desenvolvidas concentram as maiores taxas. Em contraste, as regiões Sudeste e Sul registraram as taxas mais baixas e a maior redução anual (-4,4%). O trabalho conclui que as diferenças regionais na fecundidade reforçam a permanência de iniquidades na assistência à saúde da mulher e no acesso ao planejamento reprodutivo no Brasil, sendo crucial para orientar políticas públicas específicas. Palavras-chave: Taxa de Fecundidade, Gravidez na Adolescência, Iniquidades em Saúde, Epidemiologia
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