Restos digitais como projeções da identidade pessoal post mortem
Em uma sociedade marcada pela datificação da vida, nossos cliques, mensagens, fotografias, curtidas e registros digitais permanecem online mesmo após a morte. Mas o que acontece quando esses vestígios passam a ser utilizados para recriar digitalmente pessoas falecidas? Quais são os limites jurídicos, éticos e identitários da chamada imortalização digital? Em Imortalização Digital e Direito à Identidade Pessoal, Jessica Aparecida Soares investiga, de forma inédita no Brasil, a relação entre restos digitais, identidade pessoal e direitos da personalidade no contexto pós-morte. A obra analisa como dados e metadados deixados na internet podem ser utilizados na criação de chatbots e avatares capazes de simular a presença de pessoas falecidas, problematizando os impactos dessas tecnologias sobre a identidade pessoal post mortem. Com abordagem interdisciplinar, o livro articula Direito, Filosofia, Antropologia e Tecnologia para discutir temas contemporâneos como proteção de dados de pessoas falecidas, narratividade da identidade, dataísmo, consentimento digital e atualização do Código Civil brasileiro. Ao dialogar com autores nacionais e internacionais, a obra propõe uma reflexão crítica sobre os desafios jurídicos da permanência digital da pessoa humana em uma era de crescente virtualização da existência.
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