Memórias sobre a maternidade na literatura contemporânea
Durante muito tempo, a maternidade foi narrada por maridos, filhos, médicos e poetas como amor incondicional e sacrifício total. Mas esse mito começa a ruir quando as próprias mães tomam a palavra. O ensaio Mãe, primeira pessoa analisa as memórias de Jane Lazarre e Rachel Cusk, que escreveram sobre seus primeiros anos como mães sem poupar o leitor do cansaço, da culpa e da ambivalência que a experiência muitas vezes impõe. Nele, Gabriela Dal Bosco Sitta se utiliza da literatura e da psicanálise para levantar questões essenciais sobre a maternidade e mostrar como a figura imaculada da mãe é desmontada e substituída por sua versão real, paradoxal e, em última instância, humana. "É bem-vinda toda obra que ajuda a dessacralizar a ideia da mãe imaculada, esse fantasma persistente e grudento que não sucumbe nem sob o peso de seis décadas de publicações de mães narradoras. Se prestássemos mais atenção ao que elas vêm nos dizendo com honestidade e coragem, talvez enfim aprendêssemos a lição: uma mulher que tem filhos não se reduz à função materna, e a maternidade é uma relação ambivalente como qualquer outra. Aqui, Gabriela Dal Bosco Sitta recupera vozes do passado e as coloca em diálogo com livros contemporâneos, assentando mais um tijolo no túmulo da boa mãe, um mito que há muito já deveria ter desaparecido." Julia Dantas, autora de A mulher de dois esqueletos
Publication
2026
Pages
128
Format
Paperback
Publisher
Trote
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