Como pertencimento, ordem e equilíbrio transformam a empresa que te consome na empresa que te sustenta
Quantos colaboradores você tem na folha de pagamento? Agora responda a pergunta difícil: quantos deles realmente pertencem à sua empresa?
Ivaneide Villaça nasceu num sítio do interior do Paraná, caçula de nove irmãos, filha de pais que não sabiam ler nem escrever. Chegou a Curitiba aos dezesseis anos com uma muda de roupa. Foi caixa, zeladora, repositora, açougueira, balconista e entregadora antes de abrir a própria empresa, em 2007.
Ela conhece os dois lados: a empresa em que foi vista sem ter diploma nem experiência, e a empresa que a descartou porque só tinha espaço para números. Deste contraste nasceu a tese do livro: toda organização tem um líder paralelo e invisível, a cultura, trabalhando a favor ou contra a sua gestão.
Os dez capítulos percorrem os pilares que sustentam qualquer sistema humano saudável: pertencimento, ordem e hierarquia, o equilíbrio entre dar e receber, honra e o papel insubstituível do líder. Depois mostram, com números, o que a cultura errada cobra em rotatividade, retrabalho e adoecimento.
Há dois capítulos que quase nenhum livro de gestão brasileiro encara. Um trata a espiritualidade como fundamento prático de gestão, sem impor religião. O outro entrega o método: rituais, símbolos e processos para transformar intenção em sistema vivo, do jeito que ela faz na própria empresa, que dedica mais de duzentas horas por ano a rituais de cultura.
Para o dono de negócio sozinho no topo, apagando incêndios, trocando equipe como quem troca peça de máquina e sem entender por que o problema volta com outro rosto.
"Você não precisa trocar os colaboradores. Precisa ter um método."
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